terça-feira, 15 de novembro de 2011

UM ESTRANGEIRO NA LEGIÃO: LEITURAS DE ROBERTO PIVA

Roberto Piva (1937-2010), em foto de Wesley Duke Lee

Amanhã, quarta-feira, lerei poemas de Roberto Piva na homenagem ao poeta que acontece no Centro Cultural São Paulo, parte do Festival Mix Brasil.

Muitos outros lerão da obra de Piva, haverá performances, etc. A lista:

Alex Dias, Andréa Catrópa, Celso Alencar, Chiu Yi Chih, Claudio Willer, Dirceu Villa, Edson Bueno de Camargo, Gabriel Kolyniak, José Geraldo Neres, Marcelo Montenegro, Natália Barros, Neuzza Pinheiro, Paulo Ortiz, Rita Alves, Roberta Ferraz, Roberto Bicelli, Rubens Jardim, Ruy Proença, Victor Del Franco.

Piva foi um poeta fundamental na última metade do século XX, e a diversidade poética de leitores amanhã o prova substancialmente. Descendente do surrealismo internacional e um dos primeiros a incorporar aspectos de escrita da beat generation, Piva trouxe  para a poesia brasileira, além do mais, uma fúria e uma rapidez de associação imagética poucas vezes vistas em português.

Era (e é) algo importante, porque cada vez mais se torna necessário uma boa chacoalhada para o despertar. Piva estava consciente de que vivemos uma época muito peculiar, muito maligna em suas violências cada vez mais convencionais e conservadoras.

Em termos de linguagem, a revolta encenada por sua poesia é a mais precisa contraposição a isso, invertendo lugares, fazendo atribuições bizarras, plantando anjos na imundície e pregando uma sabedoria que já havia sido sinalizada no Marriage of Heaven and Hell, de William Blake.

Leitor atento de Dante Alighieri e do modernismo brasileiro, Piva ainda está sendo descoberto para uma leitura mais complexa de sua poesia. 

As leituras acontecem aqui:

Centro Cultural São Paulo
Sala Adoniran Barbosa
Rua Vergueiro, n. 1.000 (próximo ao metrô)
16 de novembro, das 19h30 às 21h.

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